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Logística nos (ainda) pequenos negócios

Após a realização de um evento, fui abordado por um jovem empresário que me fez a seguinte pergunta: “Meirim é possível que minha pequena empresa consiga usar os conceitos de logística que você mencionou?

Achei a pergunta dele muito interessante, pois grande parte das vezes, quando falamos em logística, pensamos nas grandes organizações (indústrias, comércio e serviços), que pelo seu porte, normalmente,  já possuem estruturas organizacionais mais maduras, dispondo de tecnologia, processos e sistemas de informação que suportam os processos logísticos.

Pedi a ele para me contar um pouco sobre sua empresa, uma promissora confecção, e após ouvir atentamente meu novo amigo, disse a ele, que os conceitos logísticos podem (e devem) ser aplicados em qualquer organização, independente do tamanho atual de seu negócio. Acrescentei ainda que, o ideal é que ele identifique onde a empresa dele está hoje e onde ele planeja chegar no futuro, e conclui dizendo que provavelmente para que ele consiga chegar onde deseja, um dos fatores essenciais será a logística, visto que sua empresa é uma confecção em fase de expansão.

O jovem ficou entusiasmado com a conversa e me perguntou se podíamos sentar para tomar um café. Ao longo da conversa durante o café, fui pontuando em um pequeno pedaço de papel, algumas dicas e sugestões de como ele poderia começar a pensar na logística de sua (ainda) pequena empresa.

Desde aquele dia, fiquei pensando que muitas pessoas podem ter a mesma dúvida do meu novo amigo, e por isso achei interessante compartilhar as anotações que fiz no pequeno pedaço de papel para meu amigo.

As principais dicas que dei para o uso da Logística em seu (ainda) pequeno negócio foram:

  • Identifique as necessidades e expectativas de seus clientes em termos de nível de serviço logístico (prazo de entrega, tamanho do pedido, freqüência de entrega, horário de recebimento, tipo de veículo adequado, forma de recebimento entre outros). O importante é saber o que tem valor para o cliente.
  • Demonstre para toda a equipe (própria ou terceirizada) os itens acima e, principalmente como os clientes avaliam seus fornecedores em relação a estes itens;
  • Defina indicadores de desempenho para mensurar como está o nível de serviço logístico (itens identificados na primeira fase). O ideal são resultados gerais de todo o negócio e específicos para seus principais clientes;
  • Identifique e apure os custos envolvidos nas principais atividades logísticas (aquisição, recebimento, movimentação, armazenagem, estoque e transporte)
  • Inclua os custos logísticos na sua análise de resultado, verificando o quanto eles estão impactando percentualmente em seu negócio (valor da venda);
  • Procure identificar as oportunidades de melhoria nestes custos, pois ações de redução nos custos logísticos impactam diretamente nos resultados;
  • Avalie o processo logístico contemplando as atividades de negociação com fornecedores, processo de aquisição, recebimento, armazenagem, gestão de estoques, planejamento da produção (caso seja uma indústria), distribuição para lojas/clientes;
  • A negociação com fornecedores e a gestão de estoques são atividades que merecem dedicação especial;
  • Avalie o caminho (fluxo) que matérias primas e produtos estão seguindo em suas instalações, tanto no processo fabril como nas atividades de armazenagem. Lembre-se sempre que o objetivo é reduzir ao máximo as movimentações internas, por isso, vale a pena uma boa revisão no layout para verificar as possibilidades de ter um fluxo mais contínuo dos materiais;
  • Procure construir um sistema de informações que lhe possibilite uma rápida identificação de desvios em relação aos objetivos logísticos propostos;
  • Esteja aberto ao diálogo, peça contribuições e com certeza o time vai trazer boas idéias.
  • Motive seu time na busca pela melhoria contínua.

Sabemos que para uma empresa (ainda) pequena, muitas das sugestões acima são difíceis de serem implementadas. Mas, ao concluir meu café com o jovem empresário, ele me agradeceu e se despediu com a seguinte frase: “Não sei se conseguiremos fazer tudo isso. Mas, tenho certeza que, se formos conseguindo colocar em prática uma destas ações por vez, já estaremos um passo a frente de onde estávamos até então”.

Quando ele já estava seguindo seu destino, lembrei da primeira frase que iniciou nossa conversa e então perguntei a ele. É possível usar os conceitos logísticos nos (ainda) pequenos negócios? Ele sorriu, colocou seu polegar para cima com um sinal de positivo e continuou caminhando.

 

 

 

Hélio Meirim é CEO da HRM Logística consultora & treinamento, tendo atuado, por mais de 20 anos, no Brasil e no exterior, em cargos executivos de empresas nacionais e multinacionais nos segmentos de Operadores Logísticos, Transportadores, Varejo, E-Commerce, Indústria Farmacêutica, Alimentícia, Siderúrgica, Química e Agrobusiness.

Coordena a comissão de logística do Conselho Regional de Administração – RJ, é professor, escritor e palestrante. Contatos: meirim@hrmlogistica.com.br * www.hrmlogistica.com.br

 

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NF-e Um Novo Custo Brasil

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Visibilidade de informações um dos ingredientes para o sucesso logístico

Analisando os desafios logísticos, decorrentes do crescimento do comercio 
eletrônico, conversei com alguns executivos deste segmento e, foi quase
um consenso que a entrega do produto ao cliente vem sendo o ponto no qual
grande parte das organizações tem dado ênfase.

É fato que ao adquirir um produto, através de um canal de vendas na
internet, o cliente associa a agilidade com que ele fez a seleção do
produto e, a agilidade com que ele fez o pagamento, com a agilidade que
ele espera ter no recebimento (físico) do produto selecionado através de um
click de seu mouse.

No entanto, sabemos que entre o click da seleção do produto feito pelo
consumidor até o tocar da campainha avisando da entrega, existe um longo
percurso a ser feito. Avaliação e aprovação do crédito, avaliação da
disponibilidade do produto em estoque, escolha do centro de distribuição de
onde o produto comprado será enviado, separação do produto escolhido no
estoque, embalagem e identificação do destinatário, carregamento
do produto pela transportadora, roteirização da entrega e, finalmente o
produto, após passar por todas estas etapas, está prestes a chegar ao seu
destino final (o local escolhido pelo cliente que algum tempo atrás clicou
em uma tela e efetivou a compra).

Claro que muitos dos processos mencionados acima, e alguns que eu possa ter
esquecido, acontecem de forma rápida e virtual, o que normalmente não
consome muito tempo e são imperceptíveis para o cliente. Mas, temos processos
que demandam manuseio do produto, movimentações diversas ocorridas em centros
de distribuição, veículos de carga, armazém da transportadora, roteirização,
carregamento dos veículos de entrega e a entrega propriamente dita.
Nestes processos, onde temos o manuseio físico, normalmente a necessidade de
tempo é maior e, se não for bem planejada e executada pode gerar um tempo
adicional ao ciclo do pedido (seleção do produto até a entrega).

Vale ainda destacar, que além dos desafios já citados, as entregas de
e-commerce normalmente possuem alguns desafios adicionais relacionados ao
horário que o cliente estará disponível para receber o produto comprado,
a infra-estrutura disponível para que o produto chegue até o local desejado
pelo cliente (muitos produtos não cabem nos elevadores, não passam nas
portas) e as questões relacionadas a logística reversa.

Pois bem, concluímos então que, no cenário apresentado, temos um grande desafio
logístico relacionado a otimização do fluxo de produtos entre todos os elos
da cadeia logística (Fornecedor – Centro de Distribuição – Transportador – Cliente).
Mas, percebo que, além dos desafios citados, para temos uma logística cada vez mais
eficaz, as organizações precisarão dar foco também no fluxo de informações,
ou seja, todos os elos da cadeia logística precisam ter visibilidade do que
está ocorrendo com o pedido do cliente.

Penso que visibilidade das informações se constitui em uma das palavras chave
para logística. Compartilhar informações de forma integrada, em um ambiente
único, para que todos os envolvidos (fornecedores – compradores –
centro de distribuição - vendedores - transportadores) tenham acesso ao
que está ocorrendo com determinado pedido efetivado pelo cliente, passa a
ser um grande diferencial para a tomada de decisão relacionada à melhoria
do nível de serviço e a redução de custos.

Sabemos que questões relacionadas ao compartilhamento de informações ainda
sofrem resistência por parte de algumas empresas, pois estas têm a preocupação
(legítima) com a questão da confidencialidade de suas informações.
No entanto, se quisermos melhorar o processo de atendimento ao cliente,
reduzir os custos decorrentes do volume de insucessos na entrega, precisaremos
investir cada vez mais no compartilhamento e na visibilidade das informações
entre todos os participantes da cadeia logística envolvida no atendimento do cliente.

Vale lembrar que, a logística em sua essência busca a otimização do fluxo de
materiais e do fluxo de informações desde a origem até o destino.
Logo, focar no fluxo de informações visando compartilhamento e visibilidade
das mesmas, já faz parte da missão logística.

 

Hélio Meirim
Hélio Meirim é CEO da HRM Logística consultora & treinamento, tendo atuado, por mais de
20 anos, no Brasil e no exterior, em cargos executivos de empresas nacionais e multinacionais
nos segmentos de Operadores Logísticos, Transportadores, Varejo, E-Commerce, Indústria
Farmacêutica, Alimentícia, Siderúrgica, Química e Agrobusiness.
Contatos: meirim@hrmlogistica.com.br
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Depoimentos e foto de alunos da 31ª turma de Desenvolvimento de Consultores

 

 

 

 

 

 

 

 

O curso permitiu ter uma noção abrangente sobre a sistemática do trabalho e
as diversas situações que aparecem no dia a dia dos consultores como,
análise do problema, investigação, utilização de técnicas adequadas,
procedimentos, métodos, entre outros.
A quantidade bem dosada de dinâmicas conduzidas com maestria permitiram uma
ampla e rápida absorção dos conceitos contidos no material didático e nas
aulas.

André Luiz Gazal Nicolosi
Consultor de Varejo

—————-

Os temas debatidos no curso reforçaram a importância do consultor conhecer o
seu “estilo de consultoria”, organizar a sua metodologia de trabalho,
aprender novas ferramentas de gestão do tempo, além de ser uma ótima
oportunidade de trocarmos experiências e aumentar a nossa rede de
relacionamentos.Conceitos e prática na medida certa!

Lígia Martins
Consultora Organizacional
Átomus Gestão Empresarial

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Os Cases reais apresentados pelos professores Luiz Romano e Paulo Jacobsen
me fez entender com mais profundidade como um consultor deve pensar e agir.
Me fez pensar mais sobre qual o meu posicionamento no mercado, como eu quero
ser vista, qual a minha marca.
E perceber que ser consultor não é apenas sair “dando” ideias e sim
diagnosticar os problemas de seu cliente e conforme ele “desabafa” o
consultor escuta, compartilha opiniões fazendo com que ele mesmo (cliente)
explore suas soluções. É fantástico!

Deborah Marques
Consultora de MPES

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Seminário acadêmico de grande valia, principalmente pela objetividade e
clareza das orientações para o processo decisório, além da convivência e
absorção de experiência de profissionais renomados como os professores Luiz
Romano e Paulo Jacobsen.
Estamos todos de parabéns

Wilson Cardoso
Consultor de gestão administrativa e marketing – segmento educacional e odontológico

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Um curso voltado para quem quer aprimorar o prazer de ser consultor, de
entrevistar com segurança e aprender que escutar é seu maior trunfo, de
analisar com técnica, pois isso dará credibilidade ao seu projeto e
apresentar com consistência que te levará a novos clientes, porque cliente
satisfeito, recomenda.
Augusto Cesar Loureiro
Consultor Organizacional

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O Buraco da Incompetência ou Ainda o Desperdício – Luiz Affonso Romano*

Contou-me o Jacobsen–professor e consultor organizacional–que o diretor-presidente de uma grande empresa no sul mostrou-lhe um enorme buraco, cuidadosamente cimentado, escavado ao final do prÉdio fabril, dizendo : “ Veja, professor, aqui não se perde nada, tudo que se quebra, tudo que não passa no controle de qualidade, todo nosso desperdício É aqui jogado…” E, orgulhoso, acrescentou: Claro, a maior parte É re- aproveitada. Ao que Jacobsen comentou: – Presidente, não seria melhor tapar o buraco.

O empresário envaidecia-se de ter nos fundos da fábrica o enorme buraco para jogar todas as peças produzidas com defeito. “Aqui está a prova maior do meu controle de qualidade”, dizia aos visitantes.

Para ele, sua atitude era manifestação de honestidade, de comprometimento Ético. Na sua ingenuidade, prejudicava a quem julgava proteger, pois o preço da sua “qualidade” era transferido para quem adquiria seus produtos. E o buraco, que hoje deve ser uma montanha, se não foi fechado, acatando as recomendações do professor, perpetua o desperdício, o qual, quando evitado, aumenta silenciosamente os ganhos e reduz os gastos.

O combate ao desperdício se aprende em casa, na escola. PorÉm nesses tempos de consumismo exagerado e produtos descartáveis, os conselhos se perdem e a criança se faz adulto sem saber o quanto perde e o quanto deixa de ganhar com o desperdício. Sim, Sr. Presidente, desperdício tambÉm É um problema Ético. Busquemos o defeito zero.

Quem visitou um canteiro de obras teve oportunidade de perceber o quanto se perde em tijolos, pedra e areia para levantar um prÉdio ou uma casa, sem falar no cimento, sempre preparado alÉm das necessidades da construção. Nas fábricas, acontece o mesmo, quando o pessoal da limpeza, ao fim do dia recolhe ao lixo uma infinidade de peças não aproveitadas ou danificadas. Nos escritórios, os cestos de papÉis servem de indicador, isso em plena era da informática. No entanto, o desperdício maior, em qualquer ramo de atividade, É invisível. Trata-se do tempo, “matÉria-prima” jamais recuperada. As reuniões, por incrível que pareça, lideram as estatísticas, pois carecem de objetividade. Convoca-se ou convida-se sem informar o por quê da reunião, os objetivos. Não listam os temas e nem fixam os horários, de início e encerramento. Fala-se muito, decide-se pouco. E o tempo, que não cobra honorários no presente, revela sua conta de perdas no futuro.

Assim, o combate ao desperdício exige um estudo minucioso do cotidiano das organizações e da sua atividade-fim, desde o chão da fábrica atÉ a sala do presidente, do posto de Saúde ao gabinete do ministro.

Cortar e reduzir gastos que não alterem ou prejudiquem a produção e não desempreguem. A ideia básica É otimizar as atividades, torná-las mais ágeis, diminuindo os gastos. Pode ser, por exemplo, qualificar melhor o funcionário para a execução de tarefas sem perda de tempo ou material. Reduzir os mecanismos de comunicação interna, descentralizar a administração, transferir responsabilidades e, em alguns casos, terceirizar tarefas desvinculadas diretamente do processo produtivo.

Com essas e outras medidas, respeitando as especificidades de cada empresa e os seus objetivos futuros, É possível e necessário desenvolver um processo de combate ao desperdício. Os resultados, em alguns casos, são imediatos e em outros aparecem a mÉdio ou longo prazo. O importante É localizar e extirpar os pontos problemáticos, com a finalidade de aliviar a parte mais sensível do balanço das organizações: as despesas, os gastos.

De fato, o Brasil já tem buraco demais, em excesso. Ainda há pouco anos, descobriram um nos cÉus pelos radares dos controladores de voo. Só que esse, por não o “taparem”, matou uma centena de pessoas

* Consultor Organizacional, professor do Curso de Desenvolvimento de Consultores e Conselheiro do IARJ Instituto de Administração do Rio de Janeiro

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