Ambiente do Aluno

Posts made in fevereiro, 2011

Olhar Futuro – Por Eraldo Montenegro

Tomo conhecimento através da mídia que as escolas estão preocupadas com a caligrafia dos estudantes, deteriorada pelo uso intensivo do computador.

Ante à exigência de redação de próprio punho no vestibular, elaborada segundo as normas previstas, a qualidade da escrita constitui uma ameaça na obtenção dos melhores resultados.

Surpreendente mesmo é a surpresa das escolas.

Na medida em que os alunos guardam o compromisso de elaborarem manualmente a cada dia, uma série de trabalhos, já se obteve há muito, dados suficientes para corrigir a constatação.

A mesma matéria apresentou instituições especializadas em técnicas caligráficas, anunciando um número elevado de matrículas. Um comércio paralelo e oportunista.

Outra matéria denuncia a criatividade limitada dos candidatos no desenvolvimento dos textos de suas redações. Os exemplos são muitos. Lembro de uma aluna que buscando descrever a partida de um trem, pedida para ser contada em trinta linhas, simplesmente registrou: “O trem apita e sai”, entregando a prova. Não conseguiu pensar além do ato mecânico do trem partir.

Uma terceira matéria destaca o baixo interesse do nosso estudante pelos livros. Segundo a pesquisa, enquanto nos países desenvolvidos a compra média anual é de doze a treze livros per capita, no nosso País este indicador não atinge um livro.

Nos parece que a escola é a detentora das estratégias pedagógicas que provocam o acesso e utilização do livro, por parte dos alunos.

Na mesma escola cabem as atividades redacionais, que apoiadas por leituras dos livros recomendados, desenvolvem a capacidade de ler e interpretar.

A partir das práticas bem orientadas e tendo para insumo o pensar de autores consagrados, o caminho para criar fica fortemente facilitado.

A falta do hábito de ler e escrever conduz ao desenvolvimento de profissionais voltados para o trabalho rotineiro, desprovido de poder de inovação, desatento à importância da preservação da memória do que vivenciaram.

Quando os países da Comunidade Europeia passam a ser orientados para um novo pensar da cadeia educacional, comprometidos com o estabelecimento de mentes inovadoras, parece-me claro que já ficou percebido que a atual crise do Continente, enxerga na má qualidade dos profissionais o agente da contribuição limitada.

Neste contexto, a caligrafia dos alunos passa a representar um pequeno detalhe do muito que precisa ser corrigido.

“A vida só pode ser compreendida, olhando para trás, mas deve ser vivida, olhando para frente”.

Soren Kierkegaard

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Artigo Publicado no Globo On Line escrito por nossa Gestora Educacional Ana Shirley França

Maior sinergia entre alunos, pais, escola e sociedade nesta volta às aulas

Publicada em 10/02/2011 às 15h43m

Artigo da leitora Ana Shirley França*

Com as mudanças ocorridas no último século, principalmente, nas últimas décadas, houve transformações sócio-econômicas expressivas que modificaram sensivelmente a família, como célula básica e fundamental da sociedade. Notadamente, nos últimos 20 anos, o mundo mudou velozmente, a estrutura familiar se modificou e, por sua vez, os alunos também. Mas a escola, enquanto instituição social, pouco mudou.

Grandes mudanças ocorreram em níveis comportamental e social em relação à família. As novas configurações familiares trazem à escola dificuldades de compreensão e de atuação na sua tarefa de ensinar e formar. Duas causas podem ser atribuídas a esse novo desenho familiar: a necessidade de ingresso e conquista do mercado de trabalho pelas mulheres e as grandes transformações de comportamento e maior liberdade sexual, veiculadas e reiteradas pelas mídias em geral. Tais fenômenos interferem, sobremaneira, na sociedade, criando uma família diferente da tradicional: pai, mãe e filhos, numa relação cotidiana constante.

Atualmente, é cada vez maior o número de filhos que são fruto de relações informais, de pais separados, de “produções independentes”, etc; contudo, não se pode dizer que a nova situação familiar seja uma anormalidade. Houve mudanças no paradigma social familiar que, obrigatoriamente, a escola precisa entender e se adequar, de forma a poder cumprir sua missão.

Ficar no saudosismo não resolve, é preciso buscar novas estratégias para chamar a família à sua responsabilidade. Trazer pais e mães, independente de viverem juntos ou não, e convocá-los a assumirem seus papéis sociais diante dos filhos e da sociedade, algo que a instituição escolar necessita e deve fazer. Por outro lado, a escola também precisa se adequar, mudar sua forma antiquada de enxergar a família e tentar caminhar com ela, realizando atividades e eventos que promovam a integração entre toda comunidade escolar: alunos, pais, professores e direção. Também a comunidade deve ser chamada a responder e a auxiliar nessa empreitada.

Sabe-se que hoje os jovens e as crianças respeitam cada vez menos seus pais e seus professores, tornando a disciplina uma questão séria que a escola deva resolver. Contudo, não há como proceder, sem o auxílio da família, sem interação e troca de comunicação entre essas duas instituições sociais.

Pais e professores são de opinião que o problema maior está nas determinações dos limites para os alunos e filhos. Contudo, não trocam opiniões, não discutem o problema, não buscam soluções consensuais. Há exceções, é claro. Porém, será que o estabelecimento de regras, de limites, resolverá o problema? Claro que não. Só surtirão efeitos, se forem estabelecidos com determinados objetivos e discutidos, inclusive, com os alunos e os filhos. Tarefa difícil, sem dúvida, mas um caminho a ser percorrido. Escola, pais, alunos e sociedade têm responsabilidades compartilhadas, pelo menos, em tese.

*Ana Shirley França é gestora educacional do Instituto de Administração do Rio de Janeiro.Este texto foi escrito por um leitor do Globo.

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Maior sinergia entre alunos, pais, escola e sociedade nesta volta às aulas

Artigo escrito por Ana Shirley de França Moraes – O Globo 10/02/2011

http://oglobo.globo.com/ece_incoming/maior-sinergia-entre-alunos-pais-escola-sociedade-nesta-volta-as-aulas-2902570

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1ª turma do Curso de Desenvolvimento de Competências do Consultor com o SEBRAE RJ

Patrocinado pelo IARJ, foi concluído com êxito a 1ª turma do Curso de Desenvolvimento de Competências do Consultor com o SEBRAE RJ, apresentado pelos professores- consultores Luiz Affonso Romano e Paulo Jacobsen.

A experiência ressalta e comprova as vantagens de tal Curso para grupos fechados, servindo, inclusive, além do treinamento de seu pessoal, como instrumento de diagnóstico organizacional do cliente.

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